domingo, 2 de setembro de 2007


Devemos ficar satisfeito com as pequenas coisas da vida. Quanto menos precisarmos, menos problemas teremos.

sábado, 28 de julho de 2007


O Bem do Mar(Dorival Caymmi)
O pescador tem dois amorUm bem na terra, um bem no mar
O bem de terra é aquela que ficaNa beira da praia quando a gente saiO bem de terra é aquela que choraMas faz que não chora quando a gente saiO bem do mar é o mar, é o marQue carrega com a gentePra gente pescar

quinta-feira, 17 de maio de 2007

verdade nossa
amizade real
o essencial
Hai kai Bruno Cecim
saber, minha fonte
floresta encantada
papai, vovó
Hai kai Bruno Cecim

ameditação
atitude interna
flui a minha vida
hai kai Bruno Cecim

quarta-feira, 9 de maio de 2007



Mas as lembranças da infância, da chegada à ainda incipiente metrópole, então apenas uma cidade grande todavia um tanto interiorana, aparecem aqui e ali na contida elegia de Penido: "Ainda estou verde, muito verde para esta cidade. E não li todos seus livros e não provei todas suas carnes. Cidade não te arredes ainda não te pisei até o fim."
Izacyl Guimarães Ferreira

quinta-feira, 19 de abril de 2007

SINAIS DO CÉU


Achar o elo perdido, o segredo da origem, esta tem sido uma das maiores preocupações (desde os primórdios) para os seres humanos, pois a morte sempre foi temida por ninguém saber o que há do outro lado. Desesperado, o homem procurou Deuses, símbolos e sinais no céu para decifrar este enigma; de onde viemos, para onde vamos, e os astrólogos estudando os céus, estrelas e planetas na busca infindável de um rumo e significância para a nossa reles existência. É impressionante saber que são milhões o número de crédulos que se baseiam em um sinal do céu, predispostos a encontrarem o fim de uma existência, e não o de início de uma nova era! Mas vamos regredir no tempo e no espaço e ver o que realmente aconteceu com o nosso planeta terra, com o que se chamaria de sinal vindo dos confins do universo negro e impenetrável.


Pensamento: um sinal para uma vida melhor pode vir tanto do céu como da terra. Cabe a nós saber que é a mente que irá nos mostrar o que é real e factível.

José Mojica Marins

O indio





Um índio descerá de uma estrela colorida brilhante de uma estrela que virá numa velocidade estonteante e pousará no coração do hemisfério sul na américa num claro instante depois de exterminada a última nação indígena e o espírito dos pássaros das fontes de água límpida

Caetano Veloso

sábado, 7 de abril de 2007


Era sempre no crepúsculo isso, e enquanto a luz ia se esvaziando na Terra que adormecia, as estrelas se esboçando no céu, e a lua branca, a que aparece para nos alucinar de dia, de olhos abertos, ia cedendo seu lugar à lua amarela, que aparece nas noites para nos alucinar de olhos fechados, e o Silêncio ia se instalando em tudo com sua presença sagrada de ausência dos sons: pois pense nos anos 50, um tempo lento e vazio das agitações modernas numa cidadezinha lenta como Santa Maria de Belém do Grão Pará: então, nesses crepúsculos melancólicos, como eu ia dizendo, as cigarras começavam a me chamar das gigantescas mangueiras enfileiradas ao longo do longo muro da Soledade: Ce cim Ce cim Ce cim.
Vicente Franz Cecim

sábado, 31 de março de 2007



Ó Serdespanto

Vicente Franz Cecim


Em Andara,é quando os homens esperam um anoitecer mais calmo que vêm as noites da vida nos lançar pedras de sombras


e asas de areia

vêm nos açoitar.


Sendo assim em Andara: ó ser de espanto, ó ser despanto, ó serdespanto.Passando, pois, aquele homem a se chamar assim

Serdespanto.

Pois esse o nome que lhe deram quando ele nasceu, diz-se disso, a mãe, essa que denomina uma parte de si que sai de si aqui para fora, humanamente, para ser outro ser.

Um outro espanto isso, deve-se reconhecer com melancolias, resignações, suspiros. Isso de nascer


Em Andara, pois.

Mais um tendo vindo.

De rastros, humano.


Mas depois ele já não andava mais de rastros, esse Serdespanto.

Muito alto,


ou eram as nuvens que baixavam do céu para nele roçar,

o certo é que os seus olhos atravessavam névoas, nadas.

Uma neblina vaga sempre flutuando em torno de sua caixinha de osso, diz-se cabeça.

Posta essa neblinazinha entre os dois buracos, diz-se olhos, através dos quais veria a vida, e a coisa dissimulada lá fora.


- Maldita semi-noite, costumava dizer baixinho Serdespanto, tropeçando nas coisas duras que ela, a sonsa, sempre espalha à frente dos caminhos dos homens para nos despertar, com quedas, do sonho de estar vivo.


Assim, a região dos murmúriosnaquele homem ela se instalando. Se instalara.


- Ó Serdespanto.

Lamentasse sua mãe, da terra agora, o lhe ter aberto a portinha que as mulheres têm entre as pernas para nos fazer tombar aqui,

caídos da casinha escura que elas, úmida, trazem dentro de si

Pois depois que ele chegara ela se fora

Aquele túmulo sendo uma outra casinha de terra onde a mãe agora habitasse em silêncio.

sexta-feira, 23 de março de 2007







Critique a si mesmo, mas não fique desesperado por isso.

Epicteto

quinta-feira, 22 de março de 2007



A consciência é a compreensão da origem divina que vive em nós.

quarta-feira, 21 de março de 2007

Se um homem não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe será favorável
Sêneca

sexta-feira, 16 de março de 2007



Todo o meu saber consiste em saber que pouco sei.
Sócrates

E ela, por suas raizes presas na terra, ia odiando os céus humanos
-Ouçam as histórias da terra, esqueçam os céus
-Ouçam, ouçam as raízes humanas
Trexo do livro Ó Serdespanto de
Vicente Franz Cecim


"Para os que entram nos mesmos rios, outras e outras são as águas que correm por eles".
Heráclito

Sem asas, ele vinha, já que as perdera, e vindo pelo caminho trazia os braços atados por uma corda a serpente corda ao corpo

Viese ele vindo assim por caminhos de terra pois já não tinha assa para os caminhos do ar

Vicente Franz Cecim

Ah! Gira-sol
Ah gira-sol! cansado do tempo.
Tu que contas os passos do sol:
Em busca daquele doce clima dourado
Por onde é percorrida a jornada dos viajantes.
Onde jazem o jovem morto de desgosto com o desejo,
E a virgem pálida ocultos na neve:
Ergue-te de seus túmulos e aspira,
Quando meu gira-sol desejar partir.
Arthur Cecim



"Um olho novo vê do ovo" ...